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domingo, 22 de junho de 2014

O Cidadão na Birraria, amarinhando pelas paredes

O Cidadão saiu de casa outra vez e acantonou-se na Birraria, ali na R. Cândido dos Reis, a rua das gentes a pé de Cacilhas.
Tem sido visitada por uma multidão aos magotes de uma, duas ou mesmo três pessoas simultaneamente. O anúncio da abertura despertou a atenção de várias personalidades, que incluíram uma deslocação ao evento no seu roteiro de acontecimentos marcantes.


Dos notáveis de que recebemos notícia aqui damos conta:

O presidente da Câmara não conseguiu chegar porque, tendo compromissos simultâneos, preferiu o mais aprazível para o fim, do que resultou cansaço e falta de disponibilidade intelectual;
O presidente da Junta ficou pelo caminho porque mora longe e faz sempre o percurso a pé, tendo ficado retido por eleitores que expunham problemas do bairro;
O prior da freguesia não entrou, porque, tendo ouvido dizer que as obras eventualmente abordavam acontecimentos bíblicos, preferiu reler o antigo e o novo testamentos para se documentar. Chegou com as portas já encerradas;

       Rui Silvares, não tenhas medo.

O presidente da República ainda saiu de casa, mas imaginou que tão magno acontecimento exigiria um discurso em inglês, pelo que voltou para o palácio, não sem antes ter comprado uma dúzia de pastéis para se reconfortar (sete para ele e três para a 1ª dama);
O presidente do parlamento Europeu, pelo contrário decidiu que a porta e o balcão da Birraria eram demasiado apertados para o seu discurso em inglês;
A presidente da A. da República não encontrou modo de passar despercebida, porque a impedância do cavalo vapor insubstitui a relação semantificada da emoção plasmada num ohm sublime;

                      Zé Julião, e na noite azeda mergulho como um boneco de corda.

O primeiro ministro não apresentou razões para a ausência, mas parece que teve receio de passar perto dos restaurantes da rua;
O vice primeiro foi o único que rejeitou a visita, porque a visão de submarinos lhe transtorna a franja, deixando-lhe a testa suada;
O ministro da economia, embora entrevendo a evidente possibilidade da exportação dos objetos, não teve tempo de fazer uma PPP;

       Luís Miranda, pontes para qualquer sítio.

Os amigos vendo a rua animada e querendo preparar-se para a festa, foram-na subindo de copo em copo, de modo que se aproximaram em posição diagonal, não tendo descortinado o local da exposição;
Os outros que tinham a incumbência de guiar as viaturas de volta, consideraram que assim não havia ambiente, pelo que regressaram casa antes de tempo.

                             Luís Miranda, árvore quadrada da sabedoria.

E aqui fica registado o êxito tremendo desta iniciativa do Cidadão, marcante nos anais da cidade e exemplo para as novas gerações , que hão-de vir depois da emigração das atuais.

Que está visitável até 4 de julho, pelo final da tarde e pela noite.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

10 de Junho, uma exposição nacional!

10 de Junho
uma parede nacional

uma parede patriótica 
uma parede exemplar
a nação numa parede
uma exposição patriótica a assinalar o dia de Portugal-Camões-Raça-Comunidades Portuguesas-Desfalecimento-Comendas & Condecorações-Outras Decorações

uma exposição de
   Adelino Chapa, Luís Miranda, cidadão josé

com curadoria do cidadão exemplar 
 
para ver na Erva Limão, a cafetaria do Fórum Municipal Romeu Correia em Almada, até ao fim do mês de Junho

sexta-feira, 13 de julho de 2012

profissão à rasca!

Hoje vários milhares de profs voltaram a percorrer a Baixa Pombalina, desaguando em S. Bento. Protestam contra a balbúrdia lançada nas escolas pelo ministério da correção, do rigor, da eficácia, do realismo, dos resultados positivos, da igualdade de oportunidades, da atualidade.
Não me lembro de um final de ano letivo tão confuso. As medidas reformistas do ministro Nuno Crato não constituem qualquer projeto, são uma espécie de injeções enchidas à martelada e a trouxe-mouxe, sem o cuidado de expulsar as bolhas de ar. A indefinição do próximo ano vai impedindo coisas simples e óbvias, como a escolha de horários (no caso de existirem), de turmas e a definição de projetos, coisas que é habitual fazer-se por esta altura.


Mais grave de tudo, vai lançar novamente milhares de profs no desemprego, sem contrapartidas, numa reforma evidentemente economicista e danosa que vai ter consequências nefastas na formação dos jovens em idade escolar.


Daqui a uns anos, não muitos, observaremos os resultados destas experiências cujas regras mudam todos os anos. Numa espécie de navegação à vista no interior duma ventania flatulenta.


Pena que estes protestos sejam habitualmente sectorizados e corporativizados . Deviam lá estar os profs e as famílias que também estão a ser prejudicadas. E os alunos (e os pais e encarregados de educação) porque a educação académica e humana se vai tornar mais problemática, logo, sairão do tempo escolar menos apetrechados para sobreviverem no remoinho desta crise sem fim. As instituições que organizam os brados de desagrado, de mal estar e de recusa perecem sofrer de inércia alienada. A virulência da crise paralisou a vontade e a imaginação, deixando desgastar a revolta a conta gotas.


Estaremos condenados a viver como avestruzes?


Luís, cidadão



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Este gajo outra vez

Muito se falou da licenciatura de Sócrates, agora temos o estranho caso da do Relvas (ler aqui). Fica mais uma vez provado que conseguir um título académico não depende em exclusivo das capacidades individuais reveladas nos bancos da escola.

Relvas fez o seu curso num ano apenas. Ao que parece a sua experiência de vida justifica tão meteórica licenciatura, assim como se tivesse frequentado um curso das Novas Oportunidades mas só que numa instituição de ensino superior.

Pelo registo do seu percurso académico, Relvas foi sempre um aluno medíocre desde os tempos do ensino secundário até aos das várias tentativas falhadas em diferentes cursos superiores. Pelos vistos essa mediocridade acabou por ser convertida em excelência nas suas actividades partidárias (imagina-se).

Este governo acaba com a mama dos que pretendem fazer o ensino básico num ano, mas tem um dos seus figurões mais importantes com um curso superior instantâneo. Isto diz muito acerca do espírito da coisa.

Cidadão exemplar tira uma licenciatura num ano!

RS

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Arthur & George, questões de cidadania

Arthur & George é um livro de Julian Barnes (Leicester, 1946) de 2005.

O tempo situa-se na passagem do séc XIX para o séc XX, na Inglaterra vitoriana, orgulhosa do seu império colossal, do progresso e riqueza conseguidos com a revolução industrial a par das suas tradições democráticas e da estabilidade das suas instituições modelares que irradiaram do centro imperial para o resto do mundo em "desenvolvimento", harmonizando modos de vida numa perspetiva de encontro universal civilizado.
Neste período em que a modernidade perspetivava para breve a felicidade geral, surgem os acontecimentos conhecidos como "Os ultrages de Great Wyrley", que mostram o reverso do que a ideologia oficial pregava, que se escondia entranhado na "bondade" da aparente marcha para o entendimento universal. George Edalji é inglês de ascendência parsi e nunca esteve na Índia. Filho de um vigário anglicano, parsi, e de mãe escocesa, foi um estudante "normal", mas diferente dos seus colegas. Fervoroso adepto da lei e da racionalidade normativa como modo de tornar o mundo civilizado organizado, claro, prático. Homem solitário, rotineiro e previsível, foi acusado de esventrar gado na aldeia de Great Wyrley.
Surge um dos temas mais importantes: o preconceito enraizado que transforma todos os factos em elementos de prova inequívocos, justificando e afirmando a ideia pré-formada de rejeitar o que é diferente. George é julgado e condenado por crimes que não cometeu porque as vistas curtas do sistema policial e judicial foram decidindo que todos os atos do suspeito obedeciam a um cérebro doentio e perverso que manipulava os elementos de prova de modo a sair impune, numa tentativa puramente maléfica de prejudicar a paz social, atentando contra a propriedade e ridicularizar a justiça. Este tipo de preconceito, contrário à clareza do espírito científico oficial da época é o que promove a xenofobia e a exclusão do que aparenta não se conformar com a normalidade mais básica. E quando se generaliza endemicamente numa nação conduz à repressão social, étnica, política, recusando a liberdade e a afirmação individuais. Conduz ao fascismo e ao nazismo, que surgiram vários anos depois destes acontecimentos.
Outro tema surge com o interesse de Arthur (Conan Doyle) pelo evidente erro judicial. Escritor famoso pelas aventuras de Sherlock Holmes, decide reparar a injustiça flagrante. Como figura pública assume que pode contribuir para ilibar George, entretanto preso. E, como tal, poderá ter um papel na reforma do sistema judicial. Age como um paladino da justiça, num ideal romântico de voluntarismo pela causa, como um cavaleiro medieval que leva a sua luta até às últimas consequências, afrontando clara e diretamente as instituições, confiando na aceitação pública do seu ato cívico. Assume as características do homem novo burguês, idealista, com preocupações sociais, interveniente e positivo.
Neste desenvolvimento os valores individuais das duas personagens são postas em confronto, revelando-se as limitações de cada um. George,  advogado e legalista em extremo não consegue defender-se. O mestre do romance policial não lida convenientemente com a investigação real e concreta e "torce" os procedimentos para chegar aos seus objetivos.
Pelo meio regista-se a crença de Arthur no espiritismo, que aparece como um modo de tornar empírico o que é do domínio da crença (a existência das almas e da vida para além da morte) numa espécie de mergulho do olhar paracientífico (psicológico?) no que tinha pertencido ao obscurantismo desde tempos imemoriais.

Outros temas são tratados de modo articulado com os referidos, estruturados numa escrita em "montagem" paralela, indo do mundo de Arthur para o de George, numa aparência de realismo documental. A objetividade é apresentada como uma indeterminação definida pelos limites do sujeito que vislumbra mais além, mas que avança tacteando pelo caminho traçado por si, em que a realidade se confronta com a ideia que se tem dela. Escrito também em forma de policial, um produto típico do séc XIX, que resulta também de prospeções sobre o manifesto e o oculto na complexidade da sociedade moderna e da sua moral e da dialética entre a sociedade e as suas manifestações ideológicas.

O livro editado pela ASA, anda por aí em saldo. Na Bertrand, custa 10 euritos. Se calhar vale a pena.
                                                                                        
Julgamento de Geoge Edalji


(todas as imagens foram rapinadas da net, com as devidas autorizações feitas num acordo de cavalheiros.)


Luís, cidadão



terça-feira, 13 de março de 2012

cidadã indignada...


... não pode ficar calada!
(em jeitos de homenagem, digamos, tardia,  ao dia internacional da mulher)

cidadão josé

quinta-feira, 8 de março de 2012

Visto daqui



O que se passa com os deputados portugueses quando se trata de legislar sobre as questões da chamada “transparência” no exercício de cargos públicos e das suas relações com carreiras políticas? Porque não conseguem eles chegar a um consenso que sossegue o povinho e restitua à classe que representam alguma dignidade, mesmo que não seja muita? 

Sempre que a questão é levantada no parlamento há deputados que coram e se esganiçam em declarações inflamadas sobre receber ou não receber lições de honestidade e bons princípios vindas dos deputados que se sentam do outro lado do hemiciclo. 

Discutem, engasgam-se, quase se insultam, suam um bocadinho e, pronto, adia-se qualquer coisa que se pareça com uma decisão. Andam para ali, transportando “pacotes legislativos” de um lado para o outro, como moços de recados a mando não se percebe de quem. Ninguém recebe lições de ninguém e o regabofe continua. 

Eles são ex-ministros que se deslocam da sua cadeira no governo para outra cadeira, mais acolchoada, numa qualquer empresa pública ou público-privada, ex-deputados que fazem o mesmo (mas nunca o contrário), 
deixando o pessoal à beira de um ataque de nervos porque tudo nos parece demasiado opaco, demasiado desonesto, em suma, porque estas danças macabras têm todo o aspecto de ser valentes vigarices que se dançam impunemente e à vista de toda a gente. Os deputados discutem, discutem, discutem e, visto daqui, fica-se com a impressão de que fazem tudo o que for necessário para que nada se altere de facto e tudo fique exactamente na mesma. Uma choldra! 

É, talvez, por situações como esta que a curiosidade sobre o processo judicial que envolve o ex-primeiro-ministro islandês é tão grande. Os simples cidadãos, eleitores desarmados, anseiam por um “pacote” legal que imponha limites éticos perceptíveis aos negócios que os governantes fazem durante e, principalmente, após o exercício dos mandatos que recebem quando são eleitos. 

Bem pode Francisco Assis insurgir-se contra a perigosidade deste processo (Público de 8 de Março) que poderá colocar em causa os fundamentos da democracia pluralista e do estado de direito. Pessoalmente até concordo com ele: é perigoso. Mas, por outro lado, parece-me necessário que haja alguma forma de chamar os agentes políticos à realidade, obrigando-os a cumprir as suas funções honestamente, nem que seja à bofetada. 

Chegámos a um ponto em que a situação parece exigir medidas drásticas; e se os deputados nunca chegarem a um consenso e continuarem, indefinidamente, a transportar “pacotes” de um lado para o outro?

O processo islandês e o eterno transporte de “pacotes de transparência” que os deputados portugueses continuam a fazer para lado nenhum podem parecer coisas diferentes mas, vistos daqui, começam a parecer contas do mesmo rosário.

RSXXI

domingo, 29 de janeiro de 2012

Cavaco, o Óbvio

“Não foi obviamente meu propósito eximir-me aos sacrifícios que os portugueses estão a fazer nos dias de hoje, tendo mesmo insistido que o meu caso pessoal não estava em questão” escreveu o Presidente da República numa nota enviada à agência Lusa tentando explicar por escrito aquilo que não conseguiu explicar oralmente. O Presidente tem, obviamente, dificuldades de expressão, sempre teve. Seja na expressão oral ou na expressão escrita, Cavaco Silva nunca deu provas de ter sido um bom aluno, revelando desde sempre evidentes limitações nestas competências específicas. Para o constatar bastará fazer um pequeno exercício de memória e recordar todas as situações em que, após uma declaração de Cavaco, os analistas espremeram os neurónios na tentativa de compreender a quem se dirigiam certas palavras ou possíveis insinuações, normalmente interpretadas como recados. A verdade é que sempre foi complicado entender o que diz o actual Presidente da República Portuguesa. Daí que, quando Cavaco se afasta das constatações mais óbvias e evidentes, lance a confusão entre a populaça. Como é possível que este homem venha a desempenhar os altos cargos nos destinos da nação que lhe têm sido entregues em mãos através dos processos normais da Democracia? Sim, só por caridade podemos esquecer que Cavaco é um dos governantes com maior influência no caminho trilhado por Portugal desde a integração europeia até ao presente passo anterior à queda no abismo.
Pessoalmente, nunca compreendi o que vêem os portugueses de especial neste cidadão tão vulgar quanto pouco eloquente. Vemo-nos a nós próprios? Os governantes eleitos são um reflexo nítido de quem os elege. Talvez por isso Cavaco pretenda agora convencer-nos que “a sua intenção foi de ilustrar, com o seu próprio exemplo, que acompanha a situação dos portugueses que atravessam dificuldades.” Temos o que merecemos.
Convenhamos que aquele primeiro-ministro que não lia jornais, nunca se enganava, raramente tinha dúvidas e governou de forma tão desastrada, pouco mais poderia ser do que isto que, agora, se revela claro aos olhos de toda a gente. Ele é Cavaco, o Óbvio.

Cidadão Silvares


 Carta publicada no jornal Público

domingo, 15 de janeiro de 2012

Contributo definitivo para o estabelecimento de regras que conduzam a uma cidadania exemplar

O cidadão exemplar é um cidadão empenhado; é um homem de palavra, mesmo quando mente; tem a certeza que quem questiona a realidade é alguém perigoso; não cospe no chão e limpa a merda do seu cão; participa em todos os almoços de família; não é racista e até tem amigos de cor; o cidadão exemplar é poeta, utiliza a retórica política como refrão de canções de amor;  sonha vir a ser rico, bonito e muito inteligente; vota sempre útil, conforme os superiores interesses da Nação; é baptizado e manda os filhos à catequese; faz comentário de macho sobre o cu da rapariga que acabou de passar; o cidadão exemplar é justo, atenta sempre no outro ponto de vista antes de reafirmar o seu; vai às putas mas toma banho antes de se deitar com a esposa; desconfia dos professores, mas não consegue provar que são incompetentes; adora futebol e não questiona as vitórias do Benfica; é amigo do peito, desde que não lhe moam a cabeça; acha que o respeitinho é muito bonito; o cidadão exemplar engraxa os sapatos antes de reunir com o chefe; é coerente, nunca foi visto em campanha eleitoral; limpa sempre o rabo com a mão direita; não acredita em teorias da conspiração; nunca se esquece de dar esmola pelo Natal; vê todos os telejornais que lhe enfiam pelos olhos dentro; o cidadão exemplar é previsto, usa o rendimento antes da rapinagem fiscal; pede factura de tudo o que compra, para não permitir cidadãos fraudulentos na sociedade; viaja sempre em classe turística; engole sapos mas com água das pedras; é culto, formou-se depois de deixar a escola; usa avental sempre que necessário; o cidadão exemplar lê o Correio da Manhã no café, porque gosta de estar informado; arrota, sonoramente, enquanto assiste à bola na tv; é atento, foca-se sempre nas entrelinhas; até não se importa que os gays casem, mas adoptar crianças também é demais; o cidadão exemplar é sábio, especializou-se na ciência do desenrasca à última hora; lava-se com muito cuidado; é elegante, suprimiu uma refeição e veste-se nas lojas falidas; o cidadão exemplar deseja sodomizar a esposa há 30 anos, mas nunca se atreveu a pedir-lhe porque a respeita; vai ao centro comercial, com a família, ao domingo; é frontal, ataca o adversário onde dói mais; quando ninguém está a olhar o cidadão exemplar faz o que lhe apetece fazer; é digno, mantém a serenidade concentrada quando insulta as autoridades; tem sempre a certeza de que está certo; o cidadão exemplar é um exemplo.

Cidadãos José, Luís, Paulo e Rui

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Cidadania exemplar

Algumas dicas para uma cidadania exemplar:
Cidadão exemplar não cospe no chão e limpa a merda do seu cão. Teme a Deus e ao Fisco. Vota sempre útil, conforme os superiores interesses da Nação. Deseja a mulher do próximo mas só o confessa ao padre da paróquia. Suporta a adversidade sem refilar nem gemer (muito). Adora futebol e não questiona as vitórias do Benfica. Sorriu e ficou deveras feliz quando soube que o Fado passou a ser Património Imaterial da Humanidade. Não falha uma reunião de Encarregados de Educação na escola dos catraios. Engraxa os sapatos antes de reunir com o chefe. Limpa o rabo sempre com a mão direita. Respeita as filas e aguarda pacientemente a sua vez. Viaja sempre em classe turística. Quando ninguém está a olhar faz o que lhe apetece fazer.