quarta-feira, 25 de julho de 2012

o embaraço da escolha:

 

 cidadão exemplar depois de ouvir um discurso do Passos Coelho 


cidadão exemplar depois de ouvir um discurso do António José Seguro

sexta-feira, 13 de julho de 2012

profissão à rasca!

Hoje vários milhares de profs voltaram a percorrer a Baixa Pombalina, desaguando em S. Bento. Protestam contra a balbúrdia lançada nas escolas pelo ministério da correção, do rigor, da eficácia, do realismo, dos resultados positivos, da igualdade de oportunidades, da atualidade.
Não me lembro de um final de ano letivo tão confuso. As medidas reformistas do ministro Nuno Crato não constituem qualquer projeto, são uma espécie de injeções enchidas à martelada e a trouxe-mouxe, sem o cuidado de expulsar as bolhas de ar. A indefinição do próximo ano vai impedindo coisas simples e óbvias, como a escolha de horários (no caso de existirem), de turmas e a definição de projetos, coisas que é habitual fazer-se por esta altura.


Mais grave de tudo, vai lançar novamente milhares de profs no desemprego, sem contrapartidas, numa reforma evidentemente economicista e danosa que vai ter consequências nefastas na formação dos jovens em idade escolar.


Daqui a uns anos, não muitos, observaremos os resultados destas experiências cujas regras mudam todos os anos. Numa espécie de navegação à vista no interior duma ventania flatulenta.


Pena que estes protestos sejam habitualmente sectorizados e corporativizados . Deviam lá estar os profs e as famílias que também estão a ser prejudicadas. E os alunos (e os pais e encarregados de educação) porque a educação académica e humana se vai tornar mais problemática, logo, sairão do tempo escolar menos apetrechados para sobreviverem no remoinho desta crise sem fim. As instituições que organizam os brados de desagrado, de mal estar e de recusa perecem sofrer de inércia alienada. A virulência da crise paralisou a vontade e a imaginação, deixando desgastar a revolta a conta gotas.


Estaremos condenados a viver como avestruzes?


Luís, cidadão



terça-feira, 10 de julho de 2012

Cidadãos noutras paredes

Vimos aqui dar notícia da participação honorável de dois dos eminentes cidadãos residentes, noutro evento expositivo. Abrilhantaram com as suas imagens a expo coletiva "Digressões, 2012" na Oficina de Cultura de Almada, ali mesmo na Praça S. João Batista em Almada, mesmo agarradinha à paragem do metro.
Podem ver-se as imagens abaixo e mais outras da lavra do cidadão José e de Luís, cidadão. O trabalho mostrado resulta de um processo de reflexão aguda e de maturação lenta. Por isso apela a uma degustação calma, concentrada e descomplexada, para que o efeito prazenteiro seja mais prolongado e profundo. Como a expo estará aberta até 22 de julho (de 4ª a domingo, das 14 às 19 e das 20 às 22), pode ser revisitada sempre que se quiser, retomando as anteriores impressões.


Luís Miranda,  a última cantiga da série: i/e, caminhos na aldeia
fotografia digital


Zé Julião, elemento da série: este é o meu corpo (fotografia de paisagem íntima)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Este gajo outra vez

Muito se falou da licenciatura de Sócrates, agora temos o estranho caso da do Relvas (ler aqui). Fica mais uma vez provado que conseguir um título académico não depende em exclusivo das capacidades individuais reveladas nos bancos da escola.

Relvas fez o seu curso num ano apenas. Ao que parece a sua experiência de vida justifica tão meteórica licenciatura, assim como se tivesse frequentado um curso das Novas Oportunidades mas só que numa instituição de ensino superior.

Pelo registo do seu percurso académico, Relvas foi sempre um aluno medíocre desde os tempos do ensino secundário até aos das várias tentativas falhadas em diferentes cursos superiores. Pelos vistos essa mediocridade acabou por ser convertida em excelência nas suas actividades partidárias (imagina-se).

Este governo acaba com a mama dos que pretendem fazer o ensino básico num ano, mas tem um dos seus figurões mais importantes com um curso superior instantâneo. Isto diz muito acerca do espírito da coisa.

Cidadão exemplar tira uma licenciatura num ano!

RS

quarta-feira, 27 de junho de 2012

domingo, 17 de junho de 2012

O bom aluno


Os ministros do governo português e, principalmente, o nosso presidente da república, não se cansam de dizer que Portugal é um bom aluno na Europa. 

Argumentam que, para merecer essa classificação, os políticos do nosso país têm cumprido com zelo o programa de austeridade imposto pelas instituições internacionais. Ou seja, para Cavaco, Passos Coelho, Paulo Portas e os restantes responsáveis pela governação de Portugal, o bom aluno é aquele que copia para o seu caderno aquilo que o mestre escreve no quadro e, em situação de teste às suas capacidades, revela uma surpreendente capacidade para reproduzir a lição. 

O bom aluno não tem um rasgo de criatividade nem um lampejo de inteligência. O bom aluno comporta-se como deve ser, veste-se a preceito, lava-se bem atrás das orelhas e não revela o mínimo impulso de revolta. 

Portugal é um bom aluno cuja principal qualidade é obedecer de forma canina à voz do dono. Senta! Senta-se. Deita! Deita-se. Rebola! E Portugal rebola-se sob o olhar sarcástico de quem lhe atira ossos como prémio de bom comportamento. 

Ainda assim, nada garante que o bom aluno venha a ter uma boa nota no final. É que, para esta avaliação, o comportamento, atitudes e valores não têm peso nenhum. No final, o que vai contar são os resultados e, nesse domínio, a atitude servil do bom aluno não conta. O que vai ser avaliado são as suas reais capacidades de resolução de problemas. Nesse capítulo o nosso governo e o nosso presidente não têm sido capazes de convencer muita gente. 

Portugal será um aluno capaz de passar muita graxa ao avaliador mas não me parece que o avaliador se deixe embalar em cantigas. Bons alunos como este nem sempre se safam e, bem vistas as coisas, merecem até um certo desprezo.

Cidadão Silvares

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Ao vivo (e a cores!)

Segurança Social

Está em andamento a exposição "Pecados Ligeiramente Mortais" que segue o seu caminho em velocidade de cruzeiro. São 13 trabalhos do cidadão Silvares que podem ser vistos ao vivo na Parede do costume e, ao morto, podem ser vistos aqui, aqui e mais acoli.

Como podes ver, incomensurável leitor, é um conjunto de imagens para todas as idades que abordam de forma elevada alguns episódios do quotidiano e fazem-no com muita moral, sempre de acordo com um apertado código de honra e cidadania do mais fino recorte e inegável bom gosto.

Sempre te digo, visitante amigo, que é mais bonito ver estas coisas ao vivo do que ao morto. Além disso, Almada é uma cidade linda nesta época do ano e a vista que se desfruta desde o terraço que é a esplanada do bar do Fórum Romeu Correia pede meças às mais belas paisagens deste nosso Planeta Azul.