altar dionisíaco, da série: i/e, caminhos na aldeia
(podia estar n'a parede, mas não está)
Esta imagem é uma homenagem do cidadão exemplar ao nosso exemplar ministro das finanças, Vítor Gaspar.
Só uma pessoa completamente alucinada por uma prática constante de licor bem carregado de álcool, consegue afirmar que Portugal está no bom caminho, no exato momento em que se sabe que os níveis de desemprego e de recessão são superiores ao que o próprio governo previa. Níveis esses que eram já bastante negativos e que permitiam claramente perceber que a vida dos portugueses se iria arruinar.
Vítor Gaspar, agora percebemos o esgar constante de quem está com dores no abdómen! Será do fígado? Será do estômago?
Serve-te à vontade e carrega-lhe, que alivia a dor e permite entrar-se naquele mundo cor de rosa e ao contrário.
Se encontrares a Alice, deixa-te ficar, pode ser que te consigas aconselhar com o coelho atarefado (o outro)!
Luís, cidadão
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domingo, 4 de março de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Está n'a parede
"fotografias de férias, ou, pretoazul"
série de 140 desenhos, técnica mista sobre cartolina de 6cm de diâmetro.
As férias são um tempo em que os constrangimentos profissionais e sociais se atenuam, procurando-se o maior afastamento dos espaços e tarefas quotidianos. São uma tentativa de corte com as rotinas e implicam, pelo menos ilusoriamente, a apropriação individual, o domínio, do tempo e do espaço que nos escapa durante o resto do ano. Fazem-se então as fotografias de férias que servem como testemunho dessa deriva. Com a tecnologia atual tende-se a fixar imagens em catadupa, que posteriormente se esquecem num canto da memória do computador. Imagens que interessam quase exclusivamente a quem as produziu, porque apenas vivem coladas à memória das experiências vividas nas férias. Imagens que acabam por banalizar aqueles momentos que se consideraram especiais e que, com a imensidade dos registos à disposição na net, pouco ou nada acrescentam ao conhecimento dos locais onde as férias foram passadas. As fotografias de férias tornam-se uma coisa em que o indivíduo pretende deixar uma marca, mas que se tornam na sua própria obsolescência e apagamento.
Este projeto, ao invés, pretende a recuperação dessa afirmação de liberdade que resulta dum domínio dos movimentos no espaço e no tempo. Obrigam a um registo oficinal dum tempo próprio e pessoal, deixam a marca da possibilidade duma autoreflexão e dum agir individualizado. Amplia o conceito de férias, retirando-lhe aquela componente oficial do mês em que se pode não trabalhar. Podemos ter férias durante uma hora no nosso bairro. Basta que o tempo e o espaço sejam projetados por nós e que a sua ocupação resulte da nossa vontade.
Por isso as "fotografias de férias", são desenhos feitos em tampinhas das embalagens de gelados, trabalhados com materiais portáteis (esferográfica, tinta da china, pastel, lápis de cor, acrílicos, raspados com goivas ou x-ato) e foram iniciados num café do bairro, numa espera de repartição pública, num cinema antes da sessão e também nas férias.
Os próprios desenhos são arrecadados em latinhas circulares que se guardam no bolso, conferindo-lhe uma leveza de transporte, logo uma possibilidade fácil de partilha em espaços diferentes, com gente diferente. Podem-se tornar no motivo das férias e não apenas o resultado, adquirindo um aspeto justificativo duma intencionalidade da circulação e apropriação dos espaços.
Luís, cidadão
série de 140 desenhos, técnica mista sobre cartolina de 6cm de diâmetro.
As férias são um tempo em que os constrangimentos profissionais e sociais se atenuam, procurando-se o maior afastamento dos espaços e tarefas quotidianos. São uma tentativa de corte com as rotinas e implicam, pelo menos ilusoriamente, a apropriação individual, o domínio, do tempo e do espaço que nos escapa durante o resto do ano. Fazem-se então as fotografias de férias que servem como testemunho dessa deriva. Com a tecnologia atual tende-se a fixar imagens em catadupa, que posteriormente se esquecem num canto da memória do computador. Imagens que interessam quase exclusivamente a quem as produziu, porque apenas vivem coladas à memória das experiências vividas nas férias. Imagens que acabam por banalizar aqueles momentos que se consideraram especiais e que, com a imensidade dos registos à disposição na net, pouco ou nada acrescentam ao conhecimento dos locais onde as férias foram passadas. As fotografias de férias tornam-se uma coisa em que o indivíduo pretende deixar uma marca, mas que se tornam na sua própria obsolescência e apagamento.
Este projeto, ao invés, pretende a recuperação dessa afirmação de liberdade que resulta dum domínio dos movimentos no espaço e no tempo. Obrigam a um registo oficinal dum tempo próprio e pessoal, deixam a marca da possibilidade duma autoreflexão e dum agir individualizado. Amplia o conceito de férias, retirando-lhe aquela componente oficial do mês em que se pode não trabalhar. Podemos ter férias durante uma hora no nosso bairro. Basta que o tempo e o espaço sejam projetados por nós e que a sua ocupação resulte da nossa vontade.
Por isso as "fotografias de férias", são desenhos feitos em tampinhas das embalagens de gelados, trabalhados com materiais portáteis (esferográfica, tinta da china, pastel, lápis de cor, acrílicos, raspados com goivas ou x-ato) e foram iniciados num café do bairro, numa espera de repartição pública, num cinema antes da sessão e também nas férias.
Os próprios desenhos são arrecadados em latinhas circulares que se guardam no bolso, conferindo-lhe uma leveza de transporte, logo uma possibilidade fácil de partilha em espaços diferentes, com gente diferente. Podem-se tornar no motivo das férias e não apenas o resultado, adquirindo um aspeto justificativo duma intencionalidade da circulação e apropriação dos espaços.
Luís, cidadão
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