Os governantes portugueses têm por hábito e costume abusar
do poder que lhes é confiado. Há situações perfeitamente intoleráveis. A de
Miguel Relvas é insustentável.
Num país com outra cultura democrática o ministro Relvas já
teria apresentado a sua demissão. Em Portugal, o que será necessário para
devolver este cidadão a um lugar que esteja de acordo com a sua dimensão humana
e política?
O anterior governo brindou-nos com alguns dos episódios mais
sórdidos da nossa história recente mas só caiu de podre. O actual governo é de
uma aridez absoluta. Ideológica e programaticamente infantil, tem nos seus
elementos a prova provada de que, em democracia, qualquer um pode atingir
lugares de responsabilidade para os quais não apresenta as menores
qualificações técnicas nem humanas. Este governo é lamentável.
Numa época de crise absoluta somos aparentemente governados
por um bando de “adultescentes”, nem adultos, nem crianças, que nos conduzem às
cegas até à beira de um abismo político e social que, caso acabemos por nele
cair, dificilmente dele voltaremos a sair.
O governo é miserável, o presidente da república não sabe ao
que anda (alguma vez soube?). Todos juntos não valem nada quando se trata de
cumprir as imposições da “troika” e de mais quem realmente manda e tem poder
efectivo.
Vivemos tempos de perigo absoluto. O que será necessário
para meter esta gente na ordem?