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terça-feira, 22 de maio de 2012

Perigo absoluto



Os governantes portugueses têm por hábito e costume abusar do poder que lhes é confiado. Há situações perfeitamente intoleráveis. A de Miguel Relvas é insustentável.

Num país com outra cultura democrática o ministro Relvas já teria apresentado a sua demissão. Em Portugal, o que será necessário para devolver este cidadão a um lugar que esteja de acordo com a sua dimensão humana e política?

O anterior governo brindou-nos com alguns dos episódios mais sórdidos da nossa história recente mas só caiu de podre. O actual governo é de uma aridez absoluta. Ideológica e programaticamente infantil, tem nos seus elementos a prova provada de que, em democracia, qualquer um pode atingir lugares de responsabilidade para os quais não apresenta as menores qualificações técnicas nem humanas. Este governo é lamentável.

Numa época de crise absoluta somos aparentemente governados por um bando de “adultescentes”, nem adultos, nem crianças, que nos conduzem às cegas até à beira de um abismo político e social que, caso acabemos por nele cair, dificilmente dele voltaremos a sair.

O governo é miserável, o presidente da república não sabe ao que anda (alguma vez soube?). Todos juntos não valem nada quando se trata de cumprir as imposições da “troika” e de mais quem realmente manda e tem poder efectivo.

Vivemos tempos de perigo absoluto. O que será necessário para meter esta gente na ordem?

Cidadão Silvares

sexta-feira, 30 de março de 2012

Um punhado de filhos da p***

A reacção alucinada das forças policiais no Chiado foi notícia e não pode deixar de ser. É uma notícia que tem de ficar a pairar, não pode, simplesmente, ser atirada para trás dos resultados dos jogos de futebol e da crise do euro e mais do desemprego.
Clicando aqui vais encontrar um vídeo que mostra algumas cenas deste episódio nojento.
Não sei o que é mais lamentável, se a actuação prepotente de um punhado de animais que dizem viver para proteger a população (então deviam bater uns nos outros), se a indignação generalizada pelas agressões a jornalistas. E os cidadãos exemplares que levaram bastonadas por dá-cá-aquela-palha? Não merecem um pedido de desculpas mais uma indemnização? Eu sei lá!
A democracia portuguesa nunca foi lá grande coisa mas, em dias como este, mostra ter um focinho horrendo. É o que é.